sábado, 4 de setembro de 2010

Chega de deixar as coisas pra depois

    Tem um bom tempo que não escrevo, e já começo a me sentir mal mais uma vez. Eu tenho que colocar isso na minha cabeça, quanto mais eu guardar as coisas dentro de mim, quanto mais eu deixar elas de lado e fingir que elas não existem, quanto mais eu me distrair pra não pensar nelas, mais elas vão arrumando um lugar dentro de mim, mais elas vão me ocupando, preenchendo o tantos espaços que existem dentro de mim...
    Isso mesmo que eu disse “tantos espaçõs que existem dentro de mim”. Eu já me senti completa, “cheia”, já senti que eu tinha tudo aquilo necessário pra ser uma pessoa muito feliz. Hoje eu já não sinto mais nada disso. É imprecionande como as coisas são, como o mundo dá voltas e como as coisas acontecem e desacontecem, imprecionante como a gente num instante tem tudo (ou tem a ilusão disso) e no outro instante isso nos é tirado (ou nós mesmos perdemos). É imprecionante como num momento nós podemos estar nos sentindo extremamente  felizes e num outro momento não sentimos mais nada. E é nesse momento que eu cheguei no ponto que eu falava antes, por isso existem tantos espaços dentro de mim, porque o que uma vez já esteve cheio, agora nada tem, é só um vazio tentando ser preenchido novamente.
    Se eu não soltar isso que eu tô sentindo essas coisas vão tomando esse espaço, e eu não quero me encher dessas coisas de novo, sim, eu disse de novo, já estive, um dia, cheia de tristezas e pensamentos negativos, e eu não quero isso pra mim de novo, não quero isso pra ninguém. Hoje eu tenho uma estrutura espiritual muito melhor do que quando tinha quinze anos, por isso não vou me deixar mergulhar nisso uma outra vez, como já disse em outro post, a gente só tropeça nas mesmas pedras se quiser.
    Eu não sei ser vazia, eu não sei e nem quero ser superficial, mas eu também não quero me encher que coisas que não servem pra mim. Eu tenho vivido de sonhos e isso também não vai me preencher. Chega de deixar as coisas pra depois, chega de esperar que as coisas aconteçam, tá na hora de fazer acontecer. A vida é minha e só eu tenho o controle dela, depende de mim as direções que ela pode ou não tomar, se eu quero voltar, se eu quero estagnar ou se eu quero empurrar ele pra frente e pra cima, só depende unica e exclusivamente de mim.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

*.*

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"

Clarice Lispector

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Minhas pedras...

   Ontem alguém me falou “dá um tempo que depois isso passa”...
   O problema é: Quem disse que eu quero que passe?!

   O que eu tô sentindo não é ruim, é bonito, é verdadeiro mas é impossível (o que torna mais ainda bonito, não?!). Por mais que seja impossível e que possa vir a me machucar, eu gosto de sentir, e com certeza no fim de tudo eu acabo aprendendo alguma coisa, então, porque não!?
   Pensando bem, isso é até melhor pra mim, melhor do que me deixar envolver com alguém daqui, ainda é muito cedo pra isso. Enquanto eu tiver presa nessa distância, talvez eu amadureça ainda mais, talvez eu comece a ver as coisas com mais clareza e pare de me deixar levar só pelas palavras. Porque as palavras podem ser convincentes, mas nem sempre são verdadeiras. Se eu começar a prestar mais atenção, talvez aprenda a fazer essa diferença, aprenda identificar a sinceridade, ou a falta de, das pessoas.
   Eu sempre fui assim, eu me apaixono pelas palavras, e isso me torna uma pessoa vulnerável. No momento as coisas então ainda mais delicadas. O motivo é a carência. Sim, estou carente. Sabia que um hora ou outra isso ia acontecer, é normal, acontece com qualquer pessoa. Por ter passado os últimos 3 anos da minha vida acompanhada, recebendo demonstrações de carinho todos os dias, me sentindo amada, querida, sentindo que eu fazia alguém feliz, que eu fazia diferença na vida de alguém e agora me ver sem tudo isso, não ter toda santa noite aquela ligação de boa noite, não ter pra quem correr se me sentir sozinha. Tenho amigos, maravilhosos por sinal, mas nessas horas, não é de amizade que a gente precisa, nem mesmo o carinho de mãe basta.
   O que posso fazer é me distrair, me ocupar, e com isso fazer coisas construtivas, não vou me distrair fazendo algo que não vá somar absolutamente nada pra minha vida, isso seria perda de tempo. Agora que eu tenho tempo de sobra pra mim, vou procurar usa-lo com sabedoria. Buscar atividades que façam bem pra mim, pro meu corpo, pra minha mente e pro meu espírito.
   Vou ajudar quem eu puder ajudar, vou fazer coisas que sempre foram importantes pra mim e que eu deixei de fazer ou fiz menos do que deveria enquanto tava namorando. Deixei de dar atenção pras pessoas que mais merecem a minha atenção, e uma dessas pessoas sou eu mesma. Sim, devia me dar mais atenção. Na minha vida quem tem que ser a pessoa mais importante sou EU e eu não devo deixar ninguém ficar acima de novo. Sabe porque?! Porque não vale a pena.
   Essa deveria ser a minha forma de ver as coisas desde sempre. Já pensava dessa forma tem um tempo, porém, demorei 20 anos pra começar a colocar isso em prática. Na minha vida eu sou a protagonista e é assim que eu tenho que me comportar, não como uma figurante, NUNCA como uma figurante.
   No caminho de todo mundo existem pedras, algumas a gente consegue desviar, outras a gente vê a tempo e consegue levantar mais o pé pra não bater e outras, bom, tem outras que ou são grandes demais ou a gente não enxerga e acaba tropeçando. Esses tropeços podem ser bem leves, podem fazer a gente perder o equilíbrio e alguns deles fazem a gente cair. Mas uma coisa é certa, a gente aprende e só tropeçamos de novo no mesmo lugar se quisermos.

   Depois de tudo isso deixo uma frase: “Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo.” [Fernando Pessoa]


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ninguém vive de sonhos.

    O que podemos fazer quando o ânimo desaparece? quando falta entusiasmo para realizar até as tarefas mais fáceis?! O que fazer quando ficamos com um pensamento na cabeça e ele impede que qualquer outro pensamento se sobressaia?!
    Como trabalhar? Como estudar? Como prestar atenção nas coisas!?
    Não dá, não tem como.
    Tenho vivido mais em sonhos que na realidade e quanto mais faço isso, mais me vejo distante desses sonhos...
    A saudade é um sentimento que dói, machuca o peito, abre machucados e não permite que eles cicatrizem. É assim que eu tenho me sentido, machucada, constantemente machucada.
    E eu sei que vou continuar assim, porque sei que aqui eu não tenho o que, no momento, me livraria dessa dor.
    Meus sonhos tem sido tão bonitos, tão perfeitos, acordar tem sido uma tortura, voltar pra realidade é trocar um sonho por um pesadelo. Volto a viver de momentos, alguns momentos bons que eu faço com que sejam suficientes pra tornar meu dia pelo menos agradável.
    Mas, sem dúvida, a melhor parte do meu dia tem sido a hora de dormir, o único momento em que eu me encontro no único lugar que eu queria estar, pra fugir da realidade.
    Apesar de tudo isso eu só me permito fugir de noite, porque, infelizmente, ninguém vive de sonhos...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Estabiizando

Finalmente as coisas tão se estabilizando.

   Ter passado pelo que passei e logo depois ter ido pro ENED me deixou muito instável, foi ótimo pra me recuperar do baque, mas pode ter sido ruim pois me deu outras dúvidas. Porém, como já disse, as coisas estão ficando estáveis.

   Eu já voltei pra minha rotina que apesar de ser um pouco pesada eu não consigo ficar sem, vou voltar a sair, me divertir, beber. Voltar a viver normalmente, e deixar que as coisas aconteçam. Eu tenho uma tendência fortíssima a me deixar mergulhar no sofrimento, mas dessa vez, não. Uma das melhores frases que já ouvi foi: “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”(Carlos Drummond de Andrade) e é ela que eu resolvi seguir. Sim, doeu, ainda dói, mas eu escolhi não sofrer, escolhi não me entregar. Eu penso assim, a dor pode nos destruir ou nos construir, só depende de nós, a escolha é sempre nossa. Eu escolhi a construção, e eu já me sinto diferente.

   Sobre o que eu disse no post passado de não acreditar mais em conto de fadas foi por causa da dor, sendo uma eterna apaixonada é impossível não acreditar no final feliz, eu só falei aquilo por estar com o orgulho ferido, essa é a verdade. Se nos contos de fada existem vários príncipes poque na vida real também não pode ter?! =)

   Continuo na beira daquele precipício, já consegui voltar um pouco, dar um passo pra traz. Por mais que eu quisesse me jogar, por mais que eu esteja louca pra pular, eu não posso, as circunstâncias não me permitem. Infelizmente eu vou ter que me afastar, antes que eu não consiga mais me segurar. O que torna isso mais difícil e a tal ligação que eu já falei, sentir o que eu senti da forma instantânea que foi é uma coisa tão rara, tão especial, tão única que dói desperdiçar.

   Criar esse blogger foi a melhor coisa que eu fiz, poder despejar minhas palavras, meus pensamentos e o que eu tenho passado aqui tem sido ótimo pra mim. Não guardar tudo só pra mim, poder compartilhar, poder soltar esses sentimentos tem me deixado mais leve e mais livre. Um agradecimento especial pra você que lê o que eu escrevo, que tem me ajudado tanto a fazer com que eu me sinta melhor, espero poder retribuir.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eu tenho inveja das Borboletas
E como não ter?!
Sempre belas, donas de um mistério
Por onde passaram antes de vir aqui?!
Pra onde vão depois que se cansarem desse lugar?!
Por onde essas belas asas foram e em quantos lugares elas podem lhes levar?!
E é isso que me encanta, a liberdade para voar, sem se preocupar,
Apenas voar.
E assim, voando, poder em qualquer lugar estar.
Por isso eu as invejo.
Queria eu poder borboletar
Queria eu poder desaparecer num voar tão lindo e delicado
Voar livre por aí e, se quiser, nunca mais voltar.



   Fico feliz que as palavras estejam voltando pra mim, tinha muito tempo que isso não acontecia, como eu disse no post anterior, eu tava sempre feliz, então a minha visão de mundo fica diferente e assim acabava não tendo motivação pra escrever.
   Vivia no meu mundinho que parecia perfeito, mas que de perfeito não tinha nada, eu tava de olhos fechados e o que eu via era criação da minha cabeça. Eu virava as costas pra realidade, os problemas nunca chegavam a mim, porque eu não permitia, e quando eu permiti veio tudo de uma só vez. Uma avalanche, sabe?! já rolei montanha abaixo, lutei durante toda essa queda pra continuar respirando, pra não deixar que me sufocasse, e não me permiti ficar presa. Consegui sair, mas não saí ilesa. E foi exatamente o que aconteceu comigo durante essa queda que me deu agora essa vontade de escrever novamente, que me fez querer passar pro "papel" tudo o que tenho sentido, fez com que as palavras viessem na minha cabeça. Como eu disse, quando estou triste, sou melhor.
   Eu tento sempre ter uma visão positiva das coisas, por pior que elas possam estar. O que eu passei recentemente me fez virar uma pessoa diferente, mudou meu ser, minha essência, isso é uma certeza. Eu, como também já disse, sou uma eterna apaixonada, mas antes eu era assim e era ingênua, inocente. Parece engraçado dizer isso, eu, com 20 anos nas costas, dizendo que era ingênua e inocente, mas é verdade, foi a minha primeira experiencia real com alguém e eu ainda acreditava em conto de fadas, acreditava no final feliz.
   Hoje eu tenho certeza que vou ter uma certa dificuldades em um próximo relacionamento, e sei que quem vai criar essas dificuldades sou eu. Porém, vendo o lado positivo de tudo, eu sei que cresci, sei que tudo o que eu passei durante esses 3 anos e alguns meses me fez evoluir como pessoa, me tornou mais forte, mais atenta, e o melhor disso tudo, eu aprendi que a pessoa mais importante da minha vida sou eu, e é assim que eu devo levar minha vida daqui pra frente, sempre me colocando em primeiro lugar.

   Sobre as borboletas, o que foi escrito sobre elas acima ainda é devido a minha nostalgia, eu queria poder ser levada pra onde eu queria estar, me afastar de Belém e da minha vida sabe?! Acho que isso me faria um bem imenso. Infelizmente nada é tão fácil assim e se fosse, talvez a gente não desse o devido valor merecido. Por isso vou continuar aqui, viajando nos meus pensamentos, onde eu posso estar onde e com quem eu gostaria de estar, isso me traz uma felicidade e uma paz momentânea que me ajuda a seguir, me ajuda a continuar. Afinal, eu preciso subir aquela montanha da qual a avalanche me derrubou, né?! É sempre bom ter algum estímulo.
   A vida é assim mesmo a gente cai, se machuca, levanta e, um dia, se recupera, e depois disso, podemos continuar...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Nostalgia...

            A nostalgia tomou conta de mim, foi chegando devagar, quase imperceptível e se espalhando pelo meu ser, tomando conta de todos os meus atos e pensamentos. É inevitável quando ela começa, não tem o que a impeça de se espalhar por você. E comigo, bom, comigo não foi diferente.
            Naturalmente já tenho a tendência de deixar as tristezas ficarem maiores que a felicidade, o que posso fazer, sou melhor quando estou triste, essa é a verdade. Fico mais atenciosa, mais carinhosa, as palavras parecem fluir de outra forma quando me encontro assim.
            Li que a nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida. Essa foi a melhor definição que achei comparando com o que estou sentindo nesse momento. Eu me sinto triste e nostálgica porque tive das melhores sensações e agora elas se tornaram apenas lembranças que com o tempo vão se tornando cada vez mais vagas, se assim eu permitir.
            Faz parte da minha personalidade acreditar no inacreditável, no místico, no duvidoso, no desconhecido. Portanto acredito em vidas passadas, acredito em destino, acredito em laços feitos em outras vidas e em outros planos. Acredito que cada pessoa que toca meu coração hoje só por aparecer na minha vida é porque já fez parte dela em algum outro momento. Que outra explicação teria para que eu me sinta conectada a uma pessoa sem mesmo conhecê-la direito, como eu sentiria liberdade de falar com alguem como se ela já fizesse parte da minha vida se na verdade eu nem a conheço bem. Por isso eu digo, a única coisa que não acredito é na coincidência, pra mim isso não existe, isso surgiu como forma de explicação, péssima por sinal, dos acontecimentos que não sabemos como explicar.
            Tenho certeza que cada coisa que acontece na minha vida de certa forma fui eu quem direcionei, não digo que tem um roteiro de vida pra cada pessoa, isso seria impossível, já que somos as circunstâncias, se é que me entendes. Mas acredito sim que o destino nos une a certas pessoas, e quando a gente acha que foi assim com alguém, a gente deve cultivar isso, porque pode ser a melhor das amizades, o melhor dos amores, a melhor das companhias.
            Duas pessoas apareceram na minha vida recentemente, e eu acredito que foi o destino. Uma é amor e a outra é amizade e eu sinto isso com uma simplicidade incrível, sinto isso como se sempre tivesse sentido, sem dificuldades, sem barreiras, sem enrolação. Só a gente pode saber o quanto uma pessoa nos atinge assim e depende de nós decifrar isso, o que eu quero dizer é que comigo não foi necessário decifrar nada, foi instantâneo, como se nunca tivesse sido diferente.
            Sou uma romântica incurável, uma eterna apaixonada e quando eu gosto de alguém eu GOSTO de verdade. Não falo só de amor homem-mulher, falo também de amor de amigo, amor de mãe, de irmão. Sou apaixonada e me entrego às paixões que me permito viver. Sem sombra de dúvidas, é mais perigoso me permitir amar alguém  da forma romântica pois a tendência sempre foi nunca acabar bem, porém, sendo a romântica incurável que já disse ser, sempre me atiro nesses precipícios, torcendo pra não encontrar o chão.
            Recentemente me encontrei na beira de um desses precipícios, e esse, sem dúvidas, é o maior que eu já vi. Praticamente suicídio, por isso tenho relutado tanto, ainda não me sinto pronta pra enfrentar o que vem pela frente se eu escolher me jogar.
            Toda essa história de amizade que eu gostaria de cultivar e ter por perto e amor que eu gostaria de viver que estão permitindo que a nostalgia tome conta de mim e se eu não tiver o cuidado necessário acabo me entregando por completo, acabo deixando ela me levar pelo desconhecido, mas é assim mesmo, agora é só esperar, e ver até onde ela pode me levar.