Ontem alguém me falou “dá um tempo que depois isso passa”...
O problema é: Quem disse que eu quero que passe?!
O que eu tô sentindo não é ruim, é bonito, é verdadeiro mas é impossível (o que torna mais ainda bonito, não?!). Por mais que seja impossível e que possa vir a me machucar, eu gosto de sentir, e com certeza no fim de tudo eu acabo aprendendo alguma coisa, então, porque não!?
Pensando bem, isso é até melhor pra mim, melhor do que me deixar envolver com alguém daqui, ainda é muito cedo pra isso. Enquanto eu tiver presa nessa distância, talvez eu amadureça ainda mais, talvez eu comece a ver as coisas com mais clareza e pare de me deixar levar só pelas palavras. Porque as palavras podem ser convincentes, mas nem sempre são verdadeiras. Se eu começar a prestar mais atenção, talvez aprenda a fazer essa diferença, aprenda identificar a sinceridade, ou a falta de, das pessoas.
Eu sempre fui assim, eu me apaixono pelas palavras, e isso me torna uma pessoa vulnerável. No momento as coisas então ainda mais delicadas. O motivo é a carência. Sim, estou carente. Sabia que um hora ou outra isso ia acontecer, é normal, acontece com qualquer pessoa. Por ter passado os últimos 3 anos da minha vida acompanhada, recebendo demonstrações de carinho todos os dias, me sentindo amada, querida, sentindo que eu fazia alguém feliz, que eu fazia diferença na vida de alguém e agora me ver sem tudo isso, não ter toda santa noite aquela ligação de boa noite, não ter pra quem correr se me sentir sozinha. Tenho amigos, maravilhosos por sinal, mas nessas horas, não é de amizade que a gente precisa, nem mesmo o carinho de mãe basta.
O que posso fazer é me distrair, me ocupar, e com isso fazer coisas construtivas, não vou me distrair fazendo algo que não vá somar absolutamente nada pra minha vida, isso seria perda de tempo. Agora que eu tenho tempo de sobra pra mim, vou procurar usa-lo com sabedoria. Buscar atividades que façam bem pra mim, pro meu corpo, pra minha mente e pro meu espírito.
Vou ajudar quem eu puder ajudar, vou fazer coisas que sempre foram importantes pra mim e que eu deixei de fazer ou fiz menos do que deveria enquanto tava namorando. Deixei de dar atenção pras pessoas que mais merecem a minha atenção, e uma dessas pessoas sou eu mesma. Sim, devia me dar mais atenção. Na minha vida quem tem que ser a pessoa mais importante sou EU e eu não devo deixar ninguém ficar acima de novo. Sabe porque?! Porque não vale a pena.
Essa deveria ser a minha forma de ver as coisas desde sempre. Já pensava dessa forma tem um tempo, porém, demorei 20 anos pra começar a colocar isso em prática. Na minha vida eu sou a protagonista e é assim que eu tenho que me comportar, não como uma figurante, NUNCA como uma figurante.
No caminho de todo mundo existem pedras, algumas a gente consegue desviar, outras a gente vê a tempo e consegue levantar mais o pé pra não bater e outras, bom, tem outras que ou são grandes demais ou a gente não enxerga e acaba tropeçando. Esses tropeços podem ser bem leves, podem fazer a gente perder o equilíbrio e alguns deles fazem a gente cair. Mas uma coisa é certa, a gente aprende e só tropeçamos de novo no mesmo lugar se quisermos.
Depois de tudo isso deixo uma frase: “Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo.” [Fernando Pessoa]
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